Lanternas EX para transporte de Produtos Perigosos

A Norma Regulamentadora 20, ou NR20, faz parte do conjunto de normas do Ministério do Trabalho e Emprego. Elas foram criadas com o objetivo de garantir a saúde e segurança dos trabalhadores em segmentos com potenciais de risco.

Quando a NR20 se aplica?

A NR20, em particular, define regras específicas para o trabalho com substâncias inflamáveis e combustíveis.

Assim ela se aplica a todos os estabelecimentos que trabalham com líquidos inflamáveis/combustíveis. Essa definição abrange as atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação dessas substâncias.

No entanto, a norma tem duas exceções em que não se aplica: edificações residenciais unifamiliares e plataformas de exploração/produção de petróleo e gás do subsolo marinho.

O que são Materiais Inflamáveis e Combustíveis?

nr20 inflamáveis e combustíveis

A NR20 define essas substâncias em três tipos:

  • Líquidos inflamáveis: líquidos com ponto de fulgor menor ou igual a 60° C
  • Gases inflamáveis: gases que inflamam com o ar a 20° C e a uma pressão padrão de 101,3 kPa
  • Líquidos combustíveis: líquidos com ponto de fulgor maior que 60° C e menor ou igual a 93° C

Entende-se como ponto de fulgor a temperatura mínima para a substância liberar vapores inflamáveis.

Quais as Classificações das Instalações de acordo com a NR20?

A NR20 divide as instalações que lidam com substâncias infamáveis e combustíveis em três classes. Seguindo critérios de capacidade de armazenamento e tipo de atividade, a divisão define diferentes medidas de segurança para cada classe.

Vale lembrar, ainda, que o tipo de atividade possui prioridade sobre a capacidade de armazenamento. Ademais, caso a capacidade de armazenamento se enquadrar em duas classes distintas, deve-se usar a de maior gradação.

Assim, os critérios para cada classe são:

Classe I

Tipo de atividade:

  • Postos de serviço com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis.
  • Atividades de distribuição canalizada de gases inflamáveis em instalações com Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) limitada a 18 kgf/cm² (incluída em 2018).

Capacidade de armazenamento (permanente ou transitória):

  • Gases inflamáveis: acima de 2 ton a 60 ton.
  • Líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 10 m³ até 5.000 m³

Classe II

Tipo de atividade:

  • Engarrafadoras de gases inflamáveis.
  • Atividades de transporte dutoviário de gases e líquidos inflamáveis e/ou combustíveis.
  • Atividades de distribuição canalizada de gases inflamáveis em instalações com Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA) acima de 18 kgf/cm² (incluída em 2018).

Capacidade de armazenamento (permanente ou transitória):

  • Gases inflamáveis: acima de 60 ton a 600 ton.
  • Líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 5.000 m³ até 50.000 m³

Classe III

Tipo de atividade:

  • Refinarias
  • Unidades de processamento de gás natural.
  • Instalações petroquímicas.
  • Usinas de fabricação de etanol e/ou unidades de fabricação de álcool.

Capacidade de armazenamento (permanente ou transitória):

  • Gases inflamáveis: acima de 600 ton.
  • Líquidos inflamáveis e/ou combustíveis: acima de 50.000 m³

Exceções

Existem ainda dois tipos de instalação definidas como exceções. Assim, elas seguem alguns critérios específicos de avaliação e seu treinamento possui particularidades. São elas:

  • Instalações que desenvolvem atividades de manuseio, armazenamento, manipulação e transporte de gases inflamáveis (acima de 1 ton até 2 ton) e de líquidos inflamáveis e/ou combustíveis (acima de 1 m³ até 10 m³).
  • Instalações varejistas e atacadistas que desenvolvem atividades de manuseio, armazenamento e transporte de recipientes de até 20 litros, fechados ou lacrados de fabricação, contendo líquidos inflamáveis e/ou combustíveis até 5.000 m³ e de gases inflamáveis até 600 ton.

 

Qual a Capacitação Necessária aos Trabalhadores na NR20?

As capacitações dos trabalhadores devem ser realizadas a cargo e custo do empregador, durante horário de expediente. Os treinamentos variam de acordo com as atividades a serem realizadas, sendo divididos em Básico, Intermediário, Avançado I, Avançado II e Específico.

Além disso, devem ser realizados cursos de atualização, com conteúdo estabelecido pelo empregador. Sua periodicidade varia de acordo com o nível, sendo:

  • Básico: a cada 3 anos, carga horária de 4h.
  • Intermediário: a cada 2 anos, carga horária 4h.
  • Avançado I e II: a cada ano, carga horária 4h.

Os cursos de atualização também devem ser realizados para os trabalhadores envolvidos no processo em caso de:

  • Modificação significativa;
  • Morte de trabalhador;
  • Ferimentos por explosão e/ou queimaduras de 2° ou 3° grau, com necessidade de internação;
  • O histórico de acidentes assim o exigir.

 

Inspeção e Manutenção

A NR20 define também a inspeção periódica das instalações, para garantir a segurança do trabalho. Assim, todas as instalações devem manter um plano de inspeção e manutenção, contendo:

  • Equipamentos, máquinas, tubulações e acessórios, instrumentos;
  • Tipos de intervenção;
  • Procedimentos de inspeção e manutenção;
  • Cronograma anual;
  • Identificação dos responsáveis;
  • Especialidade e capacitação do pessoal de inspeção e manutenção;
  • Procedimentos específicos de segurança e saúde;
  • Sistemas e equipamentos de proteção coletiva e individual.

Além disso, o empregador deve elaborar um plano de prevenção e controle de vazamentos, derramamentos, incêndios e explosões, junto a identificação das fontes de emissões fugitivas nos locais sujeitos à atividade de trabalhadores.

Plano de Respostas a Emergências

O empregador deve também elaborar um plano de resposta a emergências, com procedimentos específicos para casos de vazamentos/derramamentos de inflamáveis e líquidos combustíveis, incêndios ou explosões. Ele deve conter:

  • Nome e função do(s) responsável(eis) técnico(s) pela elaboração e revisão do plano;
  • Nome e função do responsável pelo gerenciamento, coordenação e implementação do plano;
  • Designação dos integrantes da equipe de emergência, responsáveis pela execução de cada ação e seus respectivos substitutos;
  • Estabelecimento dos possíveis cenários de emergências, com base nas análises de riscos;
  • Descrição dos recursos necessários para resposta a cada cenário contemplado;
  • Descrição dos meios de comunicação;
  • Procedimentos de resposta à emergência para cada cenário contemplado;
  • Processos para comunicação e acionamento das autoridades públicas e desencadeamento da ajuda mútua, caso exista;
  • Procedimentos para orientação de visitantes, quanto aos riscos existentes e como proceder em emergências;
  • Cronograma, metodologia e registros de realização de exercícios simulados.

Além disso, devem ser realizados simulados de emergência pelo menos uma vez ao ano, dentro do horário de trabalho.

Comunicação de Ocorrências

nr20 comunicação de ocorrências

O empregador deve comunicar ao sindicato responsável e ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego os casos de vazamento, incêndio ou explosão envolvendo inflamáveis e líquidos combustíveis, que tenham como consequência:

  • Morte de trabalhadores;
  • Ferimentos por explosão e/ou queimaduras de 2° ou 3° grau, com necessidade de internação hospitalar.
  • Acionamento do plano de resposta a emergências com medidas de intervenção e controle.

O comunicado deve ser feito até o segundo dia útil após a ocorrência, contendo:

  • Nome da empresa, endereço, local, data e hora da ocorrência;
  • Descrição da ocorrência, incluindo informações sobre os inflamáveis, líquidos combustíveis e outros produtos envolvidos;
  • Nome e função da vítima;
  • Procedimentos de investigação adotados;
  • Consequências;
  • Medidas emergenciais adotadas.

Conclusão

As normas regulamentadoras são essenciais para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. No caso da NR20, seu cumprimento é indispensável, pois lida com substância com alto risco de incêndios e explosões.

Assim, além dos pontos principais destacados no artigo, recomendamos também a leitura da NR20 na íntegra, para se atentar aos detalhes.

Além disso, os equipamentos utilizados para essas atividades devem ser adequados para ambientes com riscos de explosão.

Aprenda mais sobre lanternas antiexplosão EX

Fontes

ENIT – Escola Nacional da Inspeção do Trabalho
Lanternas de Iluminacao EX para Usinas de Álcool: 3 Tipos de Lanternas Ideais para o Setor

As usinas de álcool e açúcar, assim como outras indústrias, precisam de bons equipamentos de luz. Um ambiente bem iluminado garante, além de um trabalho mais seguro, uma maior produtividade dos funcionários.

No entanto, são muitos os tipos de produto disponíveis no mercado, indo de pequenas lanternas de cabeça a enormes torres de iluminação.

Assim, é normal ficar perdido no meio de tantas opções. Por isso, listamos para você os modelos mais indicados para as usinas de álcool.

 

Lanternas de Cabeça Profissionais para Usinas de Álcool

lanterna de cabeça usina de álcool

A opção mais compacta e portátil, as lanternas de cabeça profissionais são o melhor modelo para quem precisa de uma luz mais direcionada e focada, mantendo as mãos livres para o trabalho.

Ademais, no caso das usinas de álcool, elas também são o tipo mais versátil. Além de serem utilizadas dentro da usina, são a opção mais indicada para uso na colheita e transporte, justamente por deixarem as mãos livres.

Vale notar, ainda, que as etapas de transporte e carregamento são onde ocorre a maior parte dos acidentes do setor. Portanto, bons equipamentos de luz são essenciais como uma medida de segurança e diminuição de riscos.

 

Lanternas de Mão

lanterna de mão usina de álcool

Já os modelos de mão são mais indicados para uso dentro das usinas. São a opção adequada para quem busca um pouco mais de potência sem perder a portabilidade e a luz direcionada.

Existem diversos modelos de lanterna de mão profissional, variando no tamanho (pequeno, médio e grande porte) e potência, ficando a seu critério escolher o melhor.

Entretanto, destacamos a necessidade desses equipamentos serem antiexplosão. Isso porque, dentro das usinas, se lida com substâncias combustíveis – no caso, etanol – em espaços confinados, gerando assim uma atmosfera explosiva.

 

Refletores para Usinas de Álcool

refletor usina de álcool

Por fim, para quem precisa de uma iluminação potente e de longo alcance, os refletores industriais são mais indicados.

Os refletores são uma excelente opção para iluminar espaços abertos dentro das usinas de álcool, por exemplo.

Além disso, apesar da sua potência maior, alguns modelos chegam a ser mais compactos que lanternas de grande porte. Assim, você ainda tem a vantagem da portabilidade.

 

Conclusão

São muitos os modelos de iluminação para indústria disponíveis no mercado. No caso do setor de usina de álcool, sua escolha fica um pouco mais fácil, agora que já conhece os três tipos mais indicados.

 

Aproveite para conhecer nossos produtos específicos para usinas de álcool.

Iluminacao Ex - Nossos Produtos para Iluminação Ideais para os Setores de Água, Esgoto e Energia

Para o trabalho nos setores de água, esgoto e energia, é fundamental o uso de bons equipamentos de iluminação. Assim, melhora-se a segurança e a eficiência do trabalho.

Na Raclite, temos diversos equipamentos apropriados para esses setores. Listamos todos eles abaixo, para te ajudar a escolher o ideal para você:

 

ÁGUA E ESGOTO

Nessa área, a maior parte das atividades é realizada em espaços confinados, como as galerias e os locais de tratamento.

Esses ambientes são muito perigosos, por serem áreas classificadas – ou seja, com risco de explosão. Por isso, nesses espaços devem ser sempre usados equipamentos intrinsecamente seguros (antiexplosão/EX).

Os mais indicados para o segmento são a Raclite EX120, de mão, e o Raclite Pelican kit de iluminação 9455, para grandes áreas.

 

ENERGIA

Já os serviços de energia não necessitam de equipamentos antiexplosão EX, sendo nossos produtos de iluminação profissionais mais indicados. Esses serviços podem ser divididos em dois tipos:

Agência

Atuando em tarefas cotidianas, temos três produtos mais indicados para esse segmento.

O primeiro é o Raclite Hydra 1500, refletor industrial recarregável compacto e potente, podendo ser acoplado no uniforme ou fixado em superfícies metálicas.

O segundo é o Raclite Nightsearcher Pulsar, sinalizador de emergência super-resistente, disponível em diferentes cores.

Por fim, temos a Rackite Worklite 1000, lanterna profissional que também funciona como case. Com ela, os profissionais da área podem guardar seus pads e até mesmo recarregá-los.

 

Linha Viva

Já o segmento Linha Viva atua em casos mais complexos. Assim, para situações de emergência, o Raclite Nightsearcher Pulsar é o ideal, sendo um potente sinalizador disponível em várias cores.

Entre as lanternas de mão profissional, a Raclite Big 850 + é o modelo mais indicado, sendo robusta e potente.

Para quem prefere iluminar grandes áreas, o Raclite Stellar 10.000 é um poderoso kit de iluminação industrial, enquanto o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro é um refletor profissional potente e compacto.

Por fim, também temos a Raclite 160RS como opção de cabeça profissional, ideal para quem precisa das mãos livres para o trabalho.

 

CONCLUSÃO

 

Agora que você já conhece nossos produtos indicados para os setores de água, esgoto e energia, pode fazer uma decisão mais acertada sobre qual o melhor para sua empresa. Aproveite e conheça também nossos equipamentos de iluminação profissional e os antiexplosão.

Iluminacao Ex - Conheça as Lanternas para Iluminação Ideais para Cada Fase da Siderurgia

O processo de produção de aço é extremamente complexo, passando por diversas etapas na siderurgia. Por isso, a escolha dos melhores equipamentos pode ser difícil.

Para te ajudar, listamos nossos produtos mais apropriados para todo o processo de siderurgia. Inclusive os antiexplosão EX, necessários para as etapas de alto-forno e aciarias, que lidam com altas temperaturas. Confira:

 

Transporte

lanterna de cabeça siderurgia

A primeira etapa da siderurgia é o transporte da matéria-prima, como a sucata e o minério.

Para isso, a Raclite Big 850 é o modelo de mão ideal, tendo porte maior e alta potência. Para quem prefere lanternas de cabeça, temos também a Raclite Head 160RS. Já o Raclite Hydra 1500 é uma ótima opção de refletor industrial portátil.

 

Coqueria e Sinterização

refletor hydra 1500 siderurgia

Nessa etapa, a carga de matéria-prima é preparada e transformada em sínter, para ser então levada para os altos-fornos.

Aqui, o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro e o Raclite Hydra 1500  são opções excelentes de refletores, enquanto a Raclite Head 160RS é ideal para quem procura um modelo de cabeça profissional.

 

Redução e Refino

Aqui, a matéria é transformada em ferro-gusa, através dos altos-fornos. O gusa é então transferido para as aciarias, onde é transformado em aço líquido.

Por lidar com altas temperaturas, essas etapas exigem equipamentos intrinsecamente seguros, os chamados “antiexplosão” ou “EX”.

Na Raclite, somos especialistas nesse tipo de iluminação. Como opção de cabeça, temos a EXHT180, enquanto a EX125 é uma excelente lanterna de mão profissional. Já pra quem precisa de alta potência, o kit de iluminação 9455 é ideal.

 

Lingotamento e Laminação

Já nessa etapa, o aço líquido é solidificado, produzindo semiacabados, lingotes e blocos. Eles passam então por laminadores, onde são transformados em produtos laminados.

Temos três opções ideias: para quem precisa de mais portabilidade, a Raclite Big 850 + é uma poderosa lanterna de mão profissional; para quem deseja mais potência, o Raclite Stellar 10.000 é um excelente kit de iluminação industrial; já o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro é um intermediário, entregando potência e portabilidade.

 

Armazenamento

Por fim, o aço sai da linha de produção e é armazenado em depósitos, de onde será transportado para a comercialização.

Aqui, o 5568 é a opção ideal de lanterna de mão profissional. Já o Raclite Stellar 10.000 é perfeito para quem precisa de uma iluminação mais forte, enquanto o Raclite Hydra 1500 e o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro são potentes refletores industriais.

Silicose: Causas, Sintomas, Tratamento e Prevenção

A silicose é a doença pulmonar ambiental conhecida há mais tempo. Sua primeira descrição foi feita por Hipócrates, que observou mineradores da época tendo dificuldades para respirar.

Atualmente, são mais de 6 milhões de trabalhadores potencialmente expostos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença – incurável, mas tratável – gera um custo anual médio de 24.500 dólares por caso para a Seguridade Social.

Portanto, a silicose representa um grave risco para a saúde pública, principalmente para trabalhadores de indústrias. Por isso, preparamos esse guia sobre a doença, explicando mais sobre suas causas, sintomas, diagnóstico e métodos de prevenção.

 

O que é a Silicose

pulmão silicose

A silicose é uma pneumoconiose, tipos de doença pulmonar causadas por acúmulo de poeira nos pulmões. Nesse caso, é gerada pela inalação de pós de silicato (como o talco) ou partículas de sílica cristalizada, componente principal da areia.

A poeira de sílica se desprende no ar por atividades como serrar, cortar, polir, moer, arar e esmagar materiais como areia, rochas e alguns tipos de minério ou concreto.

Além disso, as poeiras costumam ser invisíveis a olho nu, podendo percorrer grandes distâncias e permanecer no ar por longos períodos. Assim, a doença pode atingir até mesmo indivíduos que não têm contato direto com a substância.

Quando as partículas de sílica ingressam nos pulmões, vão se acumulando nos alvéolos de maneira imperceptível. Com o tempo, começam a se formar nódulos no órgão. A medida em que a doença progride, eles aumentam de tamanho, dificultando cada vez mais a respiração.

Em geral, ela demora alguns anos para manifestar sintomas. No entanto, depois que a sílica entra nos pulmões, a doença é praticamente inevitável.

 

Setores de risco

No Brasil, o número de trabalhadores potencialmente expostos, segundo o Ministério da Saúde, é superior a seis milhões. Desses, quatro milhões estariam somente na construção civil, incluindo também atividades como encanamento, pintura e alvenaria.

No setor da mineração e garimpo, mais 500 mil. Já nas fundições, metalurgia, indústria química, de cerâmicas, borracha e vidro, mais uns dois milhões de trabalhadores.

Nos casos diagnosticados e registrados no Ministério do Trabalho, o estado de Minas Gerais ocupa lugar de destaque, seguido pelo estado da Bahia.

Entretanto, apesar de todas as recomendações e proibições, ainda há casos de areia sendo usada de maneira inapropriada nos trabalhos de jateamento.

O jateamento, como sabemos, é frequentemente empregado para eliminar as irregularidades da superfície de peças fundidas, velhas pinturas de superfícies metálicas etc.

Porém, o uso da areia como agente faz com que ela se fragmente em partículas muito pequenas e leves, ficando mais tempo em suspensão no ar. Isso facilita sua inalação pelo trabalhador, que fica comum volume significativo aprisionado no trato respiratório.

Já em 1974 o NIOSH (National Institute for Occupacional Safety and Health) recomendava a proibição dos jateamentos com o uso da areia em decorrência da presença sílica. Na Grã-Bretanha a prática é declarada ilegal desde 1949.

No Brasil, conforme a NR15 (Portaria SIT nº 99 de 19 de outubro de 2004) “fica proibido o processo de trabalho de jateamento que utilize areia seca ou úmida como abrasivo”.

Assim, os trabalhadores de empresas que ainda utilizam a areia como agente abrasivo estão correndo um sério risco. É possível que grande parte deles não use a proteção respiratória de forma adequada. Alguns, talvez, estejam trabalhando até mesmo sem nenhuma proteção.

 

Quais são os sintomas da silicose?

Entre os sintomas da silicose estão o comportamento ofegante, decorrente do esforço físico para respirar, e a febre. Também é comum a manifestação de cianose – cor azulada nas mucosas e/ou extremidades (pés e mãos).

Além disso, pessoas com silicose tem mais probabilidade de desenvolver tuberculose e nocardiose, bem como esclerose sistêmica progressiva, doença renal crônica e câncer de pulmão.

Ademais, é importante notar que a silicose se divide em três tipos, com sintomas diferentes, de acordo com o tempo de exposição e manifestação:

CRÔNICA

Considerada a mais comum, que decorre da exposição a concentrações baixas de poeira ao longo de um tempo médio de 10 a 20 anos.

Seus sintomas só costumam aparecer depois de anos, começando com a dificuldade para respirar com esforço físico. A doença vai evoluindo progressivamente, mesmo com o fim da exposição à sílica, podendo chegar ao ponto de dificultar a respiração até no repouso.

As lesões no pulmão também podem gerar uma baixa oxigenação do sangue – causando tontura, fraqueza e náuseas – além de pressionar o lado direito do coração. Essa pressão pode, inclusive, causar a cor pulmonale, tipo de insuficiência cardíaca que pode ser fatal.

ACELERADA ou SUBAGUDA

Forma em que a doença se manifesta em tempo mais reduzido, entre cinco e dez anos, com evolução para fases mais graves. É muito comum no nordeste brasileiro entre os cavadores de poços.

Seus sintomas são os mesmos da forma crônica, mas se manifestam e agravam de forma bem mais rápida.

AGUDA

Decorrente da exposição severa à sílica livre, em concentrações mais elevadas, comuns nos trabalhos de jateamento com areia e nos trabalhos de britagem.

Sua manifestação ocorre em tempo extremamente curto em se comparando com as outras formas da doença: de poucos meses até quatro ou cinco anos. A falta de ar piora muito rápido, causando cansaço e perda de peso.

 

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da silicose é obtido com base na presença dos sintomas, junto aos resultados de exames pulmonares.

O exame principal é a tomografia computadorizada do tórax, enquanto a radiografia torácica e a espirometria são complementares ao diagnóstico.

Ademais, quando as imagens não são claras, também podem ser feitos exames com amostras de tecido pulmonar.

 

Prevenção: como evitar a silicose

silicose prevenção

Nos casos em que empregadores ainda não substituíram a areia pela granalha, a adoção de algumas medidas pode servir como precaução contra o crescimento da doença no país:

  • Os trabalhadores devem manter práticas de higiene pessoal adequadas. Lavar as mãos antes de comer, beber ou fumar; não comer ou fumar no local de trabalho;
  • Devem utilizar roupas de proteção descartáveis ou laváveis. Trocar de roupa antes de deixar o local de trabalho;
  • O ar no ambiente deve ser monitorado frequentemente para possibilitar o conhecimento do nível de exposição ao qual está submetido o trabalhador;
  • Caso os níveis de exposição estiverem acima dos limites recomendados pela NR15, devem ser utilizados equipamentos de proteção respiratória adequados;
  • A inspeção, manutenção e higienização dos referidos EPIs devem ser feitas de acordo com a NR6;
  • Os treinamentos para o perfeito uso dos EPIs também devem ser ministrados;
  • Aos trabalhadores que estejam potencialmente expostos, a assistência médica é indispensável, assim como os exames de raios X regulares;
  • As áreas empoeiradas com sílica devem ser demarcadas e sinalizadas com avisos de advertência;
  • Os trabalhadores devem ser conscientizados sobre os riscos da exposição à sílica e seus efeitos no organismo;
  • A vacina pneumocócica e a vacina anual contra a gripe devem ser aplicadas aos profissionais expostos, já que estão mais vulneráveis a essas infecções.

 

Qual o tratamento para silicose

silicose tratamento

Apesar de incurável, a silicose pode ter sua evolução retardada ao interromper a exposição à sílica. Além disso, os sintomas também devem ser tratados.

Os dilatadores brônquicos são uma opção para o tratamento das dificuldades respiratórias, bem como o uso de medicamentos para aliviar as secreções das vias aéreas.

Para as silicoses aguda e crônica, a lavagem pulmonar total também é uma forma de tratamento. Já para a aguda e a acelerada o uso de corticosteroides é uma boa opção.

Também devem ser feitos exames preventivos regulares com teste cutâneo para tuberculose, bem como monitoramento e tratamento para baixos níveis de oxigênio no sangue.

Já a reabilitação pulmonar pode ser de grande ajuda para melhorar a qualidade de vida cotidiana. Em último caso, pode ser pensado o transplante de pulmão.

Por fim, em caso de insuficiência cardíaca ou tuberculose, elas devem ser tratadas adequadamente.

 

Conclusão

A silicose é uma doença muito perigosa, podendo inclusive levar a morte, em sua forma mais grave. Além disso, ainda não possui cura, sendo seus tratamentos apenas paliativos e retardantes.

Portanto, a melhor medida continua sendo a prevenção. As práticas de segurança devem ser seguidas à risca, como medidas de higienização e inspeção e o uso de equipamentos adequados.

Também é essencial a realização de exames regulares, já que a detecção precoce pode ser muito eficiente para evitar a evolução da doença.

 

Confira também 6 situações que você não sabia que podem gerar explosões

 

Fontes

NIOSH – National Institute for Occupacional Safety and Health
Ministérios da Saúde e do Trabalho
Manual MSD
Laboratório de Investigação Pulmonar – Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Mapa da Exposição à Sílica no Brasil – Ministério da Saúde/UERJ
Lanternas EX para transporte de Produtos Perigosos

A partir do dia 23 de dezembro de 2019, passa a valer o novo Regulamento para Transporte de Produtos Perigosos. A atualização foi feita pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por meio da Resolução nº 5.848, publicada no Diário Oficial da União no dia 26 de junho.

Separamos as principais mudanças da atualização para você se adequar:

 

Principais mudanças no Regulamento para Transporte de Produtos Perigosos

O transportador deve estar inscrito em uma categoria específica do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) e comprovar:

Inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras (CTF/APP), do IBAMA
Inspeção/certificação da conformidade dos veículos e equipamentos de transporte de produtos perigosos a granel (quando aplicável).

A prova de conhecimento destinada a Responsável Técnico do Transporte ou Transportador Autônomo de Cargas passa a conter módulo específico sobre transporte de produtos perigosos.

 

Para o transporte de produtos perigosos a granel, os equipamentos devem portar:

transporte de produtos perigosos

  • Placa do fabricante
  • Selo de Identificação da Conformidade INMETRO
  • Placas de Identificação e Inspeção

Todas as cargas devem ter seus riscos identificados e ter indicado que a embalagem é de tipo aprovado e atende às exigências de fabricação.

As embalagens devem ser colocadas no compartimento de modo que não possam se deslocar, cair ou tombar.

 

O CTPP ou CIPP deve ser recolhido e encaminhado ao INMETRO, com baixa no sistema até regularização, em caso de utilização do formato eletrônico, quando:

  • Apresentar adulteração
  • Estiver vencido
  • Conter rasuras
  • Possuir informações divergentes com o Certificado do Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV)
  • Não apresentar, ou apresentar com irregularidade:
    a. Placa do fabricante do equipamento
    b. Selo de Identificação da Conformidade INMETRO
    c. Placas de Identificação e Inspeção
  • O equipamento de transporte a granel apresentar vazamento
  • O veículo estiver transportando produto perigoso diferente do permitido no certificado

 

O CIV deve ser recolhido e encaminhado ao INMETRO, com baixa no sistema em caso de utilização do formato eletrônico, quando:

  • Apresentar adulteração
  • Estiver vencido
  • Conter rasuras
  • Possuir informações divergentes com o CRLV

As multas foram ajustadas. Agora, são ao total 116 enquadramentos de multa (65 ao transportador e 51 ao expedidor), mais que o dobro da resolução anterior, que continha 57.

 

Os valores das multas passam a ser, de acordo com sua gravidade:

transporte de produtos perigosos

  • Primeiro Grupo – R$5.000,00
  • Segundo Grupo – R$1.400,00
  • Terceiro Grupo – R$1.000,00
  • Quarto Grupo – R$600,00

Em caso de reincidência do mesmo tipo, no prazo de 12 meses, a multa será aplicada com acréscimo de 25%.

O que passa a ser permitido

O transporte passa a ser permitido em veículos classificados como “especial” devido a atualização de carrocerias e transformações permitidas pelo DENATRAN, desde que essa transformação esteja registrada no órgão executivo de trânsito responsável.

Equipamentos de transporte certificados para álcool etílico potável se tornam permitidos para o transporte de bebidas alcoólicas e alimentos.

 

O que fica proibido

Portar no veículo sinalização que:

Não seja relacionada aos produtos perigosos transportados, exceto se estiver guardada de modo que não se espalhem em caso de acidentes.
Trate de produtos perigosos, durante o transporte de cargas que não são consideradas perigosas.

Uso de equipamentos de transporte certificados para cargas perigosas para o transporte alimentos, medicamentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos, perfumaria, farmacêuticos e veterinários, bem como seus insumos, aditivos e matérias primas.

Produtos acabados para uso ou consumo humano/animal, assim como embalagens de mercadorias para o mesmo fim, também ficam proibidos.

Fica definido que esses são produtos para aplicação direta no corpo, inalação ou ingestão humana/animal

 

Instalar ou manter, nos veículos de transporte:

  • Equipamento de aquecimento sujeito à combustão (a gás ou elétrico)
  • Produtos combustíveis necessários para funcionamento desses equipamentos
  • Recipientes ou dispositivos capazes de produzir ignição da carga ou seus gases/vapores
  • Reservatório extra de combustível, exceto caso permitido pela legislação de trânsito.
  • Ficha de emergência e envelope deixam de ser documentos obrigatórios
  • Outros cuidados no transporte de produtos perigosos

 

Além das mudanças no regulamento, as regras antigas continuam a valer.

Assim, é fundamental se lembrar sempre das medidas de proteção básicas, como a revisão do veículo, o treinamento do motorista e o uso de embalagens adequadas.

Além disso, o uso de EPIs obrigatórios deve ser constante. Destacamos também a necessidade de utilizar equipamentos intrinsecamente seguros (antiexplosão) inclusive as lanternas, já que esse tipo de transporte apresenta um alto risco de explosão.

Não deixe de ler a resolução na íntegra para se inteirar dos detalhes.

 

Saiba mais sobre iluminação antiexplosão

Certificado NR-37: Resumo Completo para Empresas Offshore

Em 21 de dezembro de 2018 entrou em vigor uma nova Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho, a NR-37.

A norma, que foi bastante discutida até chegar em sua forma final, estabelece regras para a atuação offshore. As empresas tiveram até dezembro de 2019 como prazo para se adequar.

Nesse artigo, iremos resumir os principais pontos da NR-37 para você se atentar.

 

A NR-37

NR-37 plataforma de petróleo

A Norma Regulamentadora 37 estabelece os requisitos mínimos de segurança, saúde e condições de vivência no trabalho a bordo de plataformas de petróleo em operação em águas nacionais.

Deve-se destacar, ainda, que a norma não substitui outras disposições legais de segurança e saúde no trabalho, nem contratos de trabalho. Assim, a NR-37 atua como um complemento às outras normas, que ainda devem ser cumpridas.

 

Responsabilidades da empresa contratante

A operadora da plataforma Offshore é responsável por cumprir as medidas de segurança, saúde e bem-estar no trabalho, tanto da NR-37 quanto das outras NRs aplicáveis.

Ela também é responsável pelo controle de acesso, permanência e desembarque de trabalhadores na plataforma para prestação de serviços a bordo. Essas informações devem ser arquivadas por pelo menos 12 meses.

Além disso, o acesso de trabalhadores à plataforma é proibido caso a cópia de seu Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) não esteja disponível a bordo ou caso ele esteja vencido/vencerá no período de embarque.

A operadora também deve assegurar que os trabalhadores (tanto locais quanto terceirizados) participem dos treinamentos previstos na norma.

Também cabe a ela aprovar as ordens de serviço, permissões de trabalho e de entrada em espaços confinados para trabalhadores terceirizados.

 

Direitos dos trabalhadores

De acordo com a NR-37, o trabalhador tem direito de interromper sua atividade ao notar alguma evidência de risco grave e iminente para a segurança e saúde (sua ou de outras pessoas).

Nesses casos, ele deve informar imediatamente ao seu superior para que medidas adequadas sejam tomadas.

O trabalhador também deve ser informado sobre os riscos nos ambientes de trabalho e convívio que possam comprometer sua saúde e segurança.

Além disso, deve informar ao empregador e ao Ministério do Trabalho sobre qualquer risco potencial que considere capaz de gerar um acidente maior nas instalações.

 

Pontos principais da NR-37


A operadora da instalação deve protocolar a Declaração da Instalação Marítima (DIM) da plataforma na Superintendência Regional do Trabalho correspondente à unidade da federação onde irá operar a plataforma.

Para as atividades de comissionamento, ampliação, modificação, manutenção e reparo naval, descomissionamento e desmonte de plataformas, além do previsto na NR-34, devem-ser:

  • Elaboradas as análises de riscos
  • Implementadas, previamente, as recomendações das análises de riscos
  • Emitidas as permissões de trabalho e permissões de entrada em espaços confinados, quando couber
  • Acompanhados periodicamente por profissional de segurança do trabalho (proporção de 2 operações simultâneas para cada profissional)
  • Toda documentação deve permanecer arquivada na plataforma por pelo menos cinco anos, a não ser que mencionado algo contrário.
  • A operadora deve disponibilizar a bordo uma cópia dos documentos atualizados comprovando a capacitação, qualificação e habilitação dos trabalhadores (tanto próprios quanto terceirizados).

 

A operadora deve implementar um programa de capacitação em segurança e saúde no trabalho em plataforma, com emissão de certificado. Devem ser realizados nas modalidades:

  • Orientações gerais de segurança da plataforma a cada embarque
  • Treinamento antes do primeiro embarque
  • Treinamento eventual
  • Treinamento básico
  • Treinamento avançado
  • Reciclagens dos treinamentos
  • Diálogo Diário de Segurança (DDS)

 

A operadora e as empresas prestadora de serviços a bordo devem:

  • Possuir Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) em terra e a bordo de cada plataforma.
  • Dimensionar suas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes em Plataformas (CIPLAT), por plataforma, obedecendo às regras nas NR 37 e 05, por ordem de prioridade.
  • Elaborar seus Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), por plataforma, de acordo com as regras das NR 37 e 09.
  • Elaborar seus Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), por plataforma, cumprindo as regras das NR 37 e 07.
  • Adotar medidas que visem a promoção, proteção, recuperação e prevenção de agravos à saúde de todos os seus trabalhadores a bordo.

 

Os deslocamentos de trabalhadores devem ser feitos:

  • Entre continente e plataforma ou entre plataformas não interligadas – por helicópteros.
  • Para plataforma flutuante em águas interiores – por escadas fixas da própria plataforma.
  • Entre a unidade marítima de apoio adjacente e a plataforma – por passarela.
  • Por meio de cesta – apenas em condições meteorológicas e oceanográficas ideais.
  • Por lancha tipo surfer – apenas em plataformas fixas, dotadas de atracadouro com estrutura projetada e fabricada para isso.
  • A operadora deve assegurar áreas de vivência compostas por alojamentos, instalações sanitárias, refeitório, cozinha, lavanderia, sala de recreação, sala de leitura, sala para o uso de internet e outros serviços. Tudo isso em condições de segurança, saúde, conforto e higiene e perfeito estado de funcionamento e conservação.
  • A plataforma deve possuir sinalização de segurança e saúde no trabalho (conforme a NR-26), com código de cores disponível em quadro de avisos na plataforma e legenda em inglês em caso de trabalhadores estrangeiros.
  • Os compartimentos para armazenamento interno de cargas perigosas devem acessar diretamente a área aberta da plataforma, ser de uso exclusivo para esse fim e estarem a uma distância segura das áreas de vivência, sala de controle, laboratórios, rotas de fuga, chamas, faíscas e calor.

 

A operadora deve:

  • Elaborar, documentar, implementar e divulgar as análises de riscos (qualitativas e quantitativas) das instalações e processos. As mesmas devem ser revistas no máximo a cada 5 anos.
  • Inspecionar as plataformas periodicamente, com enfoque na segurança e saúde no trabalho, considerando os riscos das atividades e as operações desenvolvidas a bordo.
  • Definir e implantar o plano de inspeção e manutenção dos equipamentos, instrumentos, máquinas, sistemas e acessórios da plataforma. Nele deve especificar a estratégia adequada, as normas técnicas nacionais, as recomendações dos fabricantes/fornecedores e as boas práticas de engenharia aplicáveis.
  • Priorizar a manutenção preventiva e preditiva para eliminar os riscos de causadores básicos de possíveis não conformidades, falhas ou situações indesejadas.
  • Elaborar, documentar, implementar, divulgar, manter atualizados e disponibilizar os procedimentos operacionais realizados na plataforma para todos os trabalhadores envolvidos.
  • Implementar continuamente, desde a fase de projeto, medidas para prevenir e controlar vazamentos, derramamentos, incêndios e explosões. Devem ser contemplados meios para minimizar a ocorrência e mitigar suas consequências em caso de falhas na prevenção e controle.
  • Adotar medidas para proteger os trabalhadores contra os efeitos nocivos da radiação ionizante.
  • A partir dos cenários das análises de riscos, elaborar, implementar e disponibilizar a bordo o Plano de Resposta a Emergência – PRE. Ele deve contemplar ações específicas a serem adotadas na ocorrência de eventos que configurem situações de riscos grave e iminente à segurança e à saúde dos trabalhadores.
  • Capacitar os trabalhadores que tiverem suas atribuições alteradas pela revisão do PRE.
  • Comunicar à SRTb da jurisdição da plataforma a ocorrência de doenças ocupacionais, acidentes graves, fatais e demais incidentes.

 

Conclusão

A criação da NR-37 foi uma medida bastante aguardada e um avanço importante para a segurança e a saúde dos trabalhadores em atividades offshore.

Esse artigo traz um resumo dos principais pontos exigidos pela norma. Assim, é necessária uma leitura da mesma por completo, para se atentar aos detalhes de cada exigência.

Com o fim do prazo de adequação, é extremamente necessário estar de acordo com os requisitos da norma, sob o risco de não poder realizar as atividades nas plataformas.

Portanto, todos os detalhes exigidos devem ser verificados o quanto antes, garantindo o cumprimento da NR e a segurança dos trabalhadores.

 

Saiba mais sobre o funcionamento de lanternas antiexplosão

Refletores Antiexplosao Super Potentes A Importância da Iluminação na Construção Civil

No setor de construção civil, seja em estradas, ferrovias ou obras no geral, a iluminação é muito importante. Tanto para a construção em si, quanto para a manutenção ou situações de emergência, um ambiente iluminado é essencial, sendo inclusive requisito da NR18.

Além disso, muitas obras acabam precisando de trabalhos noturnos para serem entregues em prazos curtos. Assim, a iluminação se torna ainda mais importante.

 

Vantagens de bons equipamentos de iluminação profissional para a construção civil

 

Produtividade

Uma das principais vantagens de um ambiente iluminado é a melhora na produtividade dos trabalhadores. A luz ajuda bastante na visibilidade dos trabalhadores, exigindo menos esforço visual e possibilitando uma maior atenção aos detalhes.

Entretanto, um empecilho da maior parte dos equipamentos utilizados normalmente é seu peso e tamanho. Em geral, são utilizadas torres de iluminação que, apesar de sua potência, são pouco portáteis. Além disso, seus cabos podem ser obstáculos incômodos nas obras.

Assim, procure por produtos mais leves e ergonômicos, mas que ainda ofereçam uma alta potência e alcance.

 

Segurança

Outro ponto muito importante é a diminuição de riscos. Obras de construção civil são muito visadas para furtos de materiais, e quando ao ambiente é mal iluminado esse risco é ainda maior.

Assim, uma boa iluminação ajuda a diminuir os furtos, bem como previne acidentes de trabalho – que podem ocorrer quando os funcionários não têm muita visibilidade.

Porém, novamente os equipamentos mais comuns podem ter riscos, por serem abastecidos a diesel. Ademais, há também a chance de acidentes com os cabos, como tropeços ou rompimentos. Portanto, dê preferência por dispositivos sem cabos, que funcionem por bateria.

 

Sinalização

Por fim, equipamentos de iluminação podem ser também formas de sinalização nas obras de construção civil. Em casos de emergência, por exemplo, ou em áreas perigosas que exigem atenção, a luz pode servir de alerta para as pessoas ao redor.

No entanto, aqui também os produtos mais usados podem dar problemas. Isso porque, em casos de emergência, os equipamentos grandes e pesados podem dar mais trabalho que ajudar. Por isso, nesses casos opte por produtos mais compactos e simples de ligar.

 

Conclusão

A iluminação é um elemento muito importante para a construção civil, melhorando a segurança e a produtividade da obra. Um ambiente bem iluminado, inclusive, é uma exigência da legislação trabalhista para o setor.

Por isso, investir em bons equipamentos de iluminação deve ser uma prioridade para as construtoras. Ao procurar por produtos para comprar, priorize – além da potência e autonomia – fatores como o peso e a facilidade de transporte.

 

Saiba como escolher o modelo ideal de lanterna para sua indústria

Lanternas EX para industrias Cimenteira: Nossos Produtos Ideais para Cada Fase da Fabricação de Cimento

A fabricação de cimento é um processo complexo e de diversas etapas. Para todas elas, no entanto, são necessários equipamentos de iluminação de qualidade, resistentes e com alta potência.

Os equipamentos de iluminação industriais da Raclite oferecem tudo isso, contando inclusive com modelos antiexplosão EX – necessários para uso em espaços confinados, como os silos e moinhos de cimento.

 

Conheça nossos produtos ideais para cada etapa da indústria cimenteira:

 

Detonação

O primeiro passo da fabricação de cimento é a detonação. O minério é extraído das minas de calcário e transportado para a britagem por caminhões caçamba.

Para a detonação, um kit de iluminação como o Raclite Stellar 10.000 é o ideal, tendo uma iluminação potente de longo alcance, perfeito para grandes áreas.

Já para o transporte, temos a Raclite Big 850 + como opção de mão e o Raclite Hydra 1500 como um poderoso refletor portátil.

 

Britagem

Quando chegam na unidade de produção, as pedras passam pela britagem, onde o calcário é reduzido em pedaços menores e homogêneos.

Por ser feita em grandes áreas, essa etapa exige iluminações de longo alcance, como o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro e o Raclite Nightsearcher Solaris Pro X.

 

Depósito de pré-homogeneização

O calcário é conduzido por esteiras para os depósitos de pré-homogeneização, onde é armazenado.

Aqui, também são necessárias iluminações de longo alcance, sendo o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro e o Raclite Stellar 10.000 ideais.

 

Transformação em cimento

Nas etapas seguintes, o calcário é transformado em cimento. O material passa por diversas fases, como dosagem, moagem, aquecimento e resfriamento, até ser armazenado nos silos.

Durante todas essas etapas, o cimento e suas matérias-primas passam por espaços confinados, como os moinhos, fornos e até os próprios silos.

Por isso, a entrada nesses locais (para serviços de manutenção e reparo, por exemplo) exigem iluminações intrinsecamente seguras, conhecidas como “antiexplosão” ou “EX”.

Para isso, temos a Raclite EXHT180 como opção de cabeça, a Raclite Nightstick XPR-5568GX como opção de lanterna de mão e o Raclite Pelican 9455-ZO, kit de iluminação para quem precisa de mais potência.

 

Distribuição

Com o cimento pronto, ele é então distribuído, podendo ser a granel, big bag ou ensacado.

Nessa etapa final, a lanterna de mão profissional Raclite Big 850 + e o refletor Raclite Hydra 1500 são as melhores opções.

 

Confira nossa linha completa de iluminação profissional

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