O ouvido humano tem seu grau máximo de sensibilidade dentro de uma escala de sons baixa. Esta é a forma em que nossa espécie evoluiu: se adaptando a ouvir tanto os sons distantes dos uivos dos animais, como os tênues sussurros dos ventos sobre a vegetação.

Foi com o surgimento das máquinas que o homem se viu forçado a conviver com ruídos de alta intensidade. Atualmente, classificamos como ruído qualquer som que exceda os 80-85 decibéis (dB) de intensidade.

Como o ruído afeta a audição?

A capacidade do ouvido para suportar altos níveis de ruído varia de indivíduo para indivíduo, sendo impossível prever o risco da perda da audição por meio dos níveis de exposição e das percepções subjetivas da intensidade do ruído.

De acordo com os fonoaudiólogos, a certeza que se tem é de que os níveis elevados de ruído ocasionam danos a curto ou a longo prazo. Assim, quanto mais elevada for a intensidade do ruído e quanto mais prolongado for o tempo de exposição, maior é o perigo.

A perda da capacidade auditiva pelo ruído geralmente chega de forma gradual, como resultado de pequenas (porém frequentes) exposições ao ruído, ao longo de vários anos. Claro que, em casos extremos, uma única exposição a um nível muito alto pode causar surdez instantânea, um trauma acústico.

A explosão gerada pelo rompimento de uma mangueira de alta pressão bem perto do ouvido, por exemplo, certamente romperá o tímpano, deslocará os três ossículos (martelo, bigorna e estribo) no ouvido médio e deixará o ouvido interno exposto à surdez permanente.

Como nossa audição funciona?

Os seres humanos ouvem ao captar as ondas acústicas, transportadas até o tímpano pelo canal auditivo, produzindo vibrações. Estas vibrações são transmitidas para a cóclea, no ouvido interno, por meio do movimento de três ossículos: martelo, bigorna e estribo.

O movimento do líquido da cóclea estimula os nervos ciliados, que se expandem e se contraem à medida que decodificam a informação do som. As células nervosas transmitem esta informação ao nervo auditivo que, em seguida, a leva ao cérebro.

Quando nos expomos a níveis elevados de ruído, os primeiros componentes do sistema auditivo que se esgotam são as células ciliadas mais externas, as que se contraem e relaxam como músculos ao ritmo das ondas acústicas.

Se a exposição prolongada a níveis elevados ocorre com frequência, as células ciliadas se debilitam e se deterioram gradualmente e logo morrem.

Os danos no ouvido interno são irreversíveis

A cóclea, no ouvido interno, contém entre 16.000 e 20.000 proeminências similares a pelos, que se denominam células ciliadas, cada uma delas sintonizada para receber sons que variam em timbre e frequência. O tecido do ouvido interno difere de outras partes do corpo em um aspecto vital: suas células não podem regenerar-se.

Por isso, todo dano no ouvido interno é irreversível. Não existem evidências científicas suficientes que sugiram que este dano interno possa ser revertido em qualquer espécie de mamíferos. Temos que nos conformar com o par de ouvidos que recebemos ao nascer.

A perda da capacidade auditiva causa pelo ruído pode ser aliviada com o uso de dispositivos técnicos, mas seu uso pode ser incômodo. Já os problemas de audição ocasionados por doenças, acidentes ou defeitos congênitos podem ser reparados com cirurgia, mas só nas partes externas do ouvido.

A luta para preservar a audição é uma batalha que deve durar a vida toda. Não temos uma segunda oportunidade. Simplesmente temos que cuidar muito bem de nossos ouvidos. Diferente de outros órgãos, eles não melhoram com estímulos ou exercícios.

Quais são os sinais de perda auditiva?

A perda da audição ocasionada pelo ruído é um processo gradual que normalmente passa despercebido. Nas etapas iniciais, a única forma de se perceber o problema é submetendo o ouvido a várias frequências de sons.

O primeiro sinal da perda auditiva é uma queda em forma de “V” nas frequências de 4.000 a 6.000 Hz, que representam a escala de audição mais sensível do ouvido. Mesmo que o paciente não perceba sua perda de audição, é possível que até 90% das células nervosas sintonizadas com estas frequências estejam destruídas por completo.

Os primeiros sinais que o paciente percebe ocorrem nos tons altos. Distinguir as consoantes pode tornar-se cada vez mais difícil.

Já o zumbido representa um sinal muito sério, indicando que as exposições do paciente a níveis de ruído elevados são tão frequentes que os nervos ciliados na cóclea estão em estado de fadiga pelas pressões sucessivas.

São sintomas que costumam desaparecer no começo, porém se a exposição ao ruído intenso continuar, o dano pode se tornar permanentemente.

O ruído inesperado, como o de uma arma de fogo ou de um martelo, pode ser especialmente perigoso por “pegar” o ouvido de surpresa. Pela mesma razão, aquele ruído chato constante pode ser enganoso, pois o ouvido acaba se acostumando, aceitando-o, mesmo sendo de intensidade já prejudicial.

Quando estamos expostos a níveis de ruídos elevados, mas só “levemente,” como costumamos justificar, estamos subestimando o perigo.

Proteção nunca é demais

A escala de decibéis pode confundir as pessoas que estão acostumadas a pensar em quilo, metro, minuto etc. Um aumento do ruído em três decibéis pode até parecer pouco, mas este valor representa a duplicação da intensidade do ruído.

Em média, o ouvido humano é incapaz de detectar um aumento de menos de dez decibéis. Sem dúvida, o ruído nesses níveis é superior em mais de oito vezes o nível original. Importante: o ouvido humano se mostra menos sensível num meio ruidoso.

A única forma confiável de saber a intensidade de um ruído é medindo-a. Melhor ainda é não correr riscos e evitar a exposição ao ruído alto fazendo uso de abafadores do tipo concha ou plugs de inserção.

É bem provável que a porcentagem de pessoas no mundo que sofrem de deficiência auditiva em um ou em ambos os ouvidos aumente no futuro.

Basta observarmos o número de jovens expostos a níveis de ruídos cada vez mais altos, vindos dos sons potentes nos automóveis, em casa, nos fones de ouvido, e em shows. O limite “seguro” nesses casos é sempre excedido.

Além disso, alguns indivíduos têm predisposição genética para perda de audição por exposição ao ruído. Para estas pessoas, o limite de 85 dB para 8h de trabalho pode ser excessivo. A opção mais segura é manter uma média de 75 dB.

Conclusão

O ruído é um dos maiores inimigos da saúde dos trabalhadores, especialmente na indústria. Esperamos que as informações trazidas nesse post tenham ajudado a conscientizar você e sua equipe sobre a importância de cuidar da audição – afinal, o primeiro passo para isso é o conhecimento.

Conheça também os 9 fatores para garantir um treinamento de segurança de sucesso

As explosões são um dos principais perigos de segurança na indústria. Elas podem ser causadas por gases presentes na atmosfera (o mais comum) ou mesmo por poeiras no ambiente.

Apesar de mais difíceis de ocorrer, as explosões por poeira não devem ser subestimadas. Existem muitas substâncias que, em estado “normal”, não são combustíveis, mas na forma de poeira podem explodir.

Além disso, a poeira pode se acumular em locais fora do campo de visão, se tornando um risco invisível. Na presença de uma fonte de ignição, a nuvem de poeira se inflama e explode, agitando outras poeiras no ambiente e causando explosões secundárias que são ainda mais perigosas.

Quais materiais geram poeiras explosivas?

Diversas substâncias se tornam combustíveis na forma de poeira, sendo materiais de diferentes setores da indústria. Alguns exemplos são:

  • Produtos do agronegócio (grãos, açúcar, clara de ovo, leite em pó, batatas, farinhas, chás etc.)
  • Madeira
  • Carvão
  • Borracha
  • Plásticos
  • Tecidos
  • Pesticidas
  • Metais como alumínio, zinco, magnésio etc.

Dessa forma, qualquer local de trabalho que processe, transporte ou lide com essas substâncias de alguma maneira apresenta risco de explosões.

Por isso, é fundamental tomar as medidas de segurança adequadas, como identificação de riscos, limpeza frequente e uso de equipamentos apropriados.

Qual tipo de equipamento de iluminação é seguro para ambientes com poeiras explosivas?

Para se iniciar um incêndio são necessários três elementos (o chamado “triângulo do fogo”): combustível, oxigênio e uma fonte de ignição. Já no caso de uma explosão de poeira, acrescentam-se dois elementos – o “pentágono da explosão de poeira”. Assim, são necessários:

– Oxigênio (sempre presente na atmosfera)

– Combustível (no caso a própria poeira)

– Fonte de ignição (como faíscas de um equipamento elétrico)

– Dispersão das partículas de poeira (formando uma nuvem)

– Confinamento da nuvem de poeira

Portanto, para evitar a explosão, basta remover algum dos elementos. Como nem sempre é possível manter o ambiente limpo o tempo todo para evitar a poeira, o mais seguro é evitar fontes de ignição.

As lanternas, por exemplo, são equipamentos elétricos essenciais para trabalhos na indústria, mas os modelos mais comuns geram faíscas que podem servir como ignição. Por isso, é preciso investir em equipamentos seguros, os chamados “anti explosão” ou “EX”.

Existem diversos tipos de equipamento anti explosão no mercado, e nem todos são adequados para o risco de poeira, já que o mais comum é o risco por gases. Para saber se o equipamento pode ser usado com segurança em locais com poeira combustível, é necessário então observar as marcações em seu certificado.

Oficialmente, a marcação de poeiras é representada no certificado pela letra D. Assim, os níveis de proteção seriam:

  • Zona 20, 21 e 22: Da / 1D
  • Zona 21 e 22: Db / 2D
  • Zona 22: Dc / 3C

No entanto, são poucos os produtos que apresentam a marcação para poeira, já que, como dito anteriormente, o mais comum são os riscos por gases. Felizmente, existe uma forma de saber se o produto seguro para gás também é seguro para poeira.

Isso acontece porque o equipamento gera a explosão por meio de faíscas, tanto no caso dos gases quanto das poeiras, sendo a diferença principal a temperatura necessária para que isso ocorra.

De maneira geral, o mais recomendado são os produtos intrinsecamente seguros, identificados pela marcação “Ex ia” no certificado. Isso pois seu método de proteção é uma blindagem que impede seu corpo de gerar faíscas, operando em baixas temperaturas.

Além disso, outra maneira de garantir que o equipamento é seguro é pela marcação de temperatura. A temperatura necessária para que cada tipo de poeira exploda varia, mas a mínima fica em 240 °C (enxofre). A maior parte dos materiais fica entre 300 e 600 °C.

Assim, basta verificar a temperatura máxima atingida pelo equipamento. Essa informação é indicada no certificado pela letra T, da seguinte forma:

  • T1 = 450 °C
  • T2 = 300 °C
  • T3 = 200 °C
  • T4 = 135 °C
  • T5 = 100 °C
  • T6 = 85 °C

Portanto, equipamentos EX do T3 ao T6 são seguros para locais de trabalho com poeiras combustíveis.

Conclusão

As poeiras combustíveis são um enorme risco de segurança em diversas indústrias, especialmente no agronegócio. Apesar dos equipamentos anti explosão serem necessários, nem todos possuem a marcação explícita para poeiras.

Esperamos que esse artigo tenha te ajudado a identificar os produtos seguros para seu setor. Na Raclite, somos especialistas em equipamentos de iluminação portátil para indústrias. Aproveite para conhecer nossa linha de iluminação EX intrinsecamente segura.

Entenda o significado de cada marcação nos certificados antiexplosão

 

Fontes

ABNT NBR IEC 60079-0:2013 – Atmosferas explosivas
IECEX – International Electrotechnical Commission System for Certification to Standards Relating to Equipment for Use in Explosive Atmospheres
CCOHS (Canadian Centre For Occupational Health and Safety) – Combustible Dust
‘Dust explosions in the process industries’ – Rolf. K. Eckhoff
Experimental Analysis of Minimal Ignition Temperatures of a Dust Layer and Clouds on a Heated Surface of Selected Flammable Dusts – M.Polka, Z.Salamonowicz, M.Wolinski, B.Kukfisz

A experiência demonstra que não basta só trabalhar com estratégias para se conseguir um ambiente de trabalho seguro. O ideal é combinar as estratégias com programas de capacitação e relacionamento, e que elas sejam baseadas nos aspectos individuais, na organização e em políticas de trabalho.

Aspectos Individuais

Sabemos que independente do nível em que estejam os trabalhadores, seus diferentes costumes, atitudes, conhecimentos e até mesmo suas condições físicas e mentais modificam-se com o tempo, na medida em que se aprofundam em questões como:

  • Experiência
  • Capacitação
  • Idade e condições físicas
  • Estresse
  • Interesses pessoais
  • Satisfação no trabalho
  • Vida fora do trabalho
  • Ambições e satisfação no trabalho
  • Atitudes
  • Motivação no trabalho
  • Ações
  • Conhecimento
  • Percepção

Atitudes:

As atitudes são as respostas de uma pessoa a alguma situação. Elas são reflexo de vários fatores como personalidade, ansiedade, experiências, expectativas e até mesmo algumas noções de comportamento repassadas por colegas.

A cultura de uma organização, junto às relações entre colegas, dirigentes, e até a organização como um todo, têm uma profunda influência nas atitudes, que podem derivar para o bem ou para o mal.

Motivação:

A força que estimula uma pessoa a tomar uma atitude chama-se motivação. As pessoas são motivadas pelos seus desejos ou por seus impulsos.

Como podemos motivar uma pessoa a adotar um comportamento seguro?

  • Desenvolvendo sua percepção relacionada com os riscos;
  • Difundindo amplamente informações sobre acidentes;
  • Afixando cartazes com informações sobre atitudes de risco;
  • Exigindo o comprometimento com as normas de segurança;
  • Estimulando a apresentação de sugestões para aprimorar as medidas de prevenção.

Percepção:

As pessoas tendem a ter percepções equivocadas sobre os riscos. Considerar a ausência de acidentes como uma garantia de que eles jamais ocorrerão é, por si só, um comportamento perigoso.

A Organização

É responsabilidade dos dirigentes adotar e desenvolver a mentalidade de valorização da Segurança entre os colaboradores da empresa. Para concretizar essa cultura, devem ser levadas em consideração:

Competência

Identificar e desenvolver habilidades de forma sistemática através de um programa de capacitação adequado.

Controle

Demonstrar comprometimento através da montagem de uma estrutura organizacional com objetivos claros.

Cooperação

Estabelecer uma atmosfera de trabalho em que todos estejam empenhados na busca por melhoria constante.

Comunicação

Divulgar informações sobre os riscos, planos, objetivos etc. e ficar atento ao retorno dos resultados dessa política. Criar um clima em que as pessoas estejam sempre estimuladas a trazer notícias a respeito dos perigos, incidentes e lesões.

Políticas de Trabalho

Meios seguros de trabalho

Pode até parecer óbvio, mas ninguém pode trabalhar de forma segura se o sistema de trabalho não oferecer as devidas condições de segurança. As medidas de prevenção, os treinamentos etc., por si sós não substituem um sistema de trabalho seguro.

Exemplos: a preparação para as emergências, a obediência às determinações de uma PET para trabalhos em espaços confinados, os bloqueios e etiquetagens etc.

Ergonomia

Os problemas surgem, na maior parte das vezes, durante a fase de adaptação dos recém-admitidos, principalmente quando as condições não são as mais adequadas.

Assim, fatores como a localização deficiente das máquinas e o fluxo de produtos acabam ocasionando certos incidentes. Infelizmente o corpo humano não pode se adaptar a tudo, as pessoas são diferentes e têm limitações.

Por isso, o objetivo da ergonomia é compreender a anatomia, fisiologia e psicologia das pessoas, e inseri-las no trabalho levando esses princípios em consideração. Assim, podemos melhorar tanto o bem-estar do trabalhador como a sua eficiência.

Tomada de decisões

Ser responsável por tomar decisões pode ser estimulante a princípio, mas em alguns casos pode ser estressante e acabar gerando problemas. Para evitar complicações, devemos levar em consideração:

  • A capacidade individual
  • A complexidade do trabalho
  • O grau de automatização da tarefa a ser cumprida
  • A percepção pessoal do risco
  • A disponibilidade de informação ou colaboração

Procedimentos e instruções

Os procedimentos escritos são muitas vezes ignorados ou mal interpretados. Por isso, é fundamental:

  • Fornecer instruções claras e objetivas
  • Verificar o cumprimento de todos os requisitos

O ambiente de trabalho

As condições inadequadas de trabalho geradas por riscos físicos como calor, frio, ruído e iluminação deficiente podem comprometer qualquer plano de desenvolvimento de medidas voltadas para segurança do trabalhador.

Horário de trabalho

Determinados horários de trabalho podem afetar a forma de atuar do trabalhador. Investigações têm mostrado que, no trabalho noturno, a incidência de acidentes aumenta. Além disso, horários muito prolongados também podem causar fadiga – o que, por sua vez, gera mais acidentes.

Erro Humano

Outro grande causador de acidentes é o erro humano. Ele está relacionado tanto com os Aspectos Individuais como com a Organização e as Políticas de Trabalho. Dentre os principais fatores que ocasionam os erros humanos estão:

  • Falta de atenção
    A concentração do trabalhador pode diminuir quando ele está cansado ou quando realiza uma atividade monótona ou rotineira. A experiência demonstra que as pessoas nem sempre trabalham como o bom senso indica.
  • Equívocos
    Muitos acidentes decorrem de equívocos. Acontecem mais frequentemente quando a segurança relacionada com a execução de uma tarefa depende de várias pessoas.
  • Interpretação incorreta de uma informação
    Procedimentos malfeitos nos sistemas de controle, nas extinções de incêndio, nas saídas de emergência etc., têm provocado acidentes.
  • Desrespeito às normas
    Alguns deles são considerados de “rotina”, como dirigir acima dos limites estabelecidos, já que “quase todo mundo faz”.

CONCLUSÃO

De acordo com o que expusemos, não há um caminho único para o comportamento seguro. No entanto, os procedimentos seguintes podem ajudar bastante:

  • Definir claramente as responsabilidades;
  • Facilitar o entendimento do trabalhador sobre o porquê das “exigências”;
  • Reconhecer publicamente àqueles que souberam cumprir as recomendações;
  • Facilitar o comportamento seguro, eliminando obstáculos;
  • Realizar treinamentos para reduzir a possibilidade de erros.
Lanternas Ideais para Áreas Classificadas do Agronegócio: Transporte de Grãos

Existem diversos setores de risco no Agronegócio, sendo um deles o Transporte de Grãos. Uma etapa essencial para a produção agrícola, ela apresenta um alto risco de explosão.

Nesse post, iremos explorar mais sobre os perigos do transporte de grãos e apresentar algumas soluções. Confira:

O que são Áreas Classificadas?

Em geral, áreas classificadas é o nome dado aos locais que apresentam risco de explosão. São ambientes que possuem uma atmosfera explosiva, ou seja, possuem substâncias no ar (como gases e poeiras) que, ao entrarem em contato com uma fonte de ignição, geram explosão.

Resumidamente, para uma explosão acontecer são necessários três fatores:

  1. Comburente – papel feito pelo oxigênio, sempre presente no ar
  2. Substância combustível ou inflamável – pode estar em forma de gás, vapor, poeira ou fibra
  3. Fonte de ignição – pode ser uma faísca ou uma elevação de temperatura

Como na maioria dos casos é difícil de se evitar os dois primeiros fatores, é com o terceiro (fonte de ignição) que se deve ter cuidado.

Por que o Transporte de Grãos é Perigoso?

Devido à poeira gerada pelos grãos, que é altamente perigosa. Na presença de uma fonte de calor, o aquecimento dessas poeiras pode liberar vapores inflamáveis, criando uma atmosfera explosiva.

Além disso, a própria decomposição natural dos grãos também produz substâncias combustíveis, como metano, etano, metanol, propanol e butanol.

Assim, basta uma fonte de ignição para causar uma explosão. Ademais, é importante ressaltar que, apesar de todos os grãos serem perigosos, o milho requer atenção em dobro, por ser o mais volátil deles.

Portanto, o recomendado é que a concentração máxima de poeira de grãos no ambiente não ultrapasse 4g/m³ de ar. Com mais que isso já existe um risco de explosões, sendo a faixa de 20 a 4.000g/m³ a mais perigosa. Para testar essas poeiras, já existem equipamentos específicos no mercado.

Como se Proteger?

O primeiro passo para diminuir o risco de explosão no transporte é a limpeza recorrente, além de evitar fontes de ignição como soldas, fumo e até mesmo lanternas que não sejam intrinsecamente seguras.

Depois, deve se adequar os processos da empresa de modo a evitar ao máximo o acúmulo de poeira, através de sistemas adequados de coleta e mitigação. Durante a carga e descarga, por exemplo, pode-se ajustar o ângulo de jorra para diminuir a velocidade dos grãos, controlando melhor a poeira.

Outro esforço importante é a conscientização dos funcionários. Muitos ainda sequer conhecem os riscos das poeiras de grãos, por isso é essencial oferecer treinamentos e equipamentos adequados.

Iluminação Segura

Os equipamentos de iluminação para o trabalho com grãos devem ser intrinsecamente seguros, chamados popularmente de “antiexplosão” ou “EX”.

A diferença desse tipo de equipamento para lanternas comuns é o fato de não gerar faíscas em nenhuma circunstância.

Além disso, é importante se atentar aos certificados e marcações do produto. Produtos antiexplosão devem ter a marcação “Ex”, além da “ia” – que indica segurança intrínseca. O certificado Inmetro também deve ser observado para produtos brasileiros.

Na Raclite, somos especialistas em iluminação portátil para indústrias. Entre nossos clientes do agronegócio, os modelos preferidos para espaços abertos são o refletor com bases magnéticas Raclite Hydra 1500 e a lanterna de cabeça Raclite 160RS.

Já entre os produtos EX antiexplosão, para os espaços confinados (caminhões fechados, silos e armazéns), são a Raclite EXHT180, de cabeça, e o refletor Raclite Nightstick 5592, com bases magnéticas.

Conclusão

As poeiras de grãos são substâncias muito perigosas, criando um alto risco de acidentes no agronegócio. Mas, com as medidas adequadas, é possível ter um trabalho seguro e totalmente livre de explosões.

Esperamos que esse post tenha ajudado na segurança de sua empresa. Aproveite e confira também nosso blogpost sobre o novo regulamento para Transporte de Produtos Perigosos.

 

Formação de Brigada de Emergência: O Guia Completo para sua Empresa

O que sua empresa está fazendo para combater as possíveis situações de emergência? Se a resposta é “nada”, “muito pouco” ou “não sei”, e você sente a necessidade de criar uma brigada de emergência para enfrentar tais situações, este post irá te ajudar.

A Importância das Brigadas

Em uma empresa, as brigadas de emergência e as operações planificadas de emergências são inseparáveis. Seus objetivos são os mesmos, sendo projetadas para proteger os trabalhadores de acidentes.

Ambas reduzem ao mínimo o potencial de catástrofes nas operações industriais, sejam incêndios ou explosões, já que a proteção da propriedade e das instalações são muito importantes.

Atribuições de uma Brigada

Listamos algumas das características e atribuições para que uma Brigada possa efetivamente cumprir os seus objetivos:

1 – Contar com Integrantes Altamente Treinados

Para, no mínimo, manter sob controle uma situação inesperada até a chegada de ajuda adequada, como o Corpo de Bombeiros Militar, no caso de um incêndio;

2 – Desenvolver um plano que possa garantir a segurança dos empregados, visitantes e clientes, numa situação de emergência

Esse deve ser o ponto principal de qualquer plano de emergência.

3 – Assegurar que a assistência à pessoa lesionada seja imediata

Em algumas situações, pode ser necessária a ajuda de uma entidade ou instituição externa para que o pronto atendimento seja bem-sucedido. Por isso, o planejamento de suas ações deve ser levado ao Corpo de Bombeiros Militar, polícia ouhospital mais próximo, para que se familiarizem com seus métodos.

Desenvolvimento do Programa

Para garantir a segurança da equipe em caso de acidentes, oobjetivo principal de qualquer organização deve ser a criação de uma brigada de emergência bem selecionada e treinada.

Assim, para que sejam tomadas ações seguras em uma emergência, deve ser desenvolvido um programa condizente com sua planta e seus riscos. Dessa forma, ocorrências indesejadas não resultarão em surpresas desagradáveis.

Um programa efetivo de segurança requer a mesma organização e administração que qualquer operação de negócios.

Além disso, também necessita de uma interação harmoniosa entre a gerência da empresa e os responsáveis pela sua implantação. Sem esse compromisso o programa está fadado ao fracasso.

Não há um plano único nem uma única brigada de emergência capaz de abranger todas as necessidades numa planta.

Assim, o ideal é estabelecer um programa que abranja planos específicos, cujas metas possam ser alcançadas por meio do trabalho de pequenos grupos formados por profissionais bem treinados em especialidades como primeiros socorros, resgate, combate a incêndio etc.

Numa segunda etapa, esses pequenos grupos, bem treinados e já experientes, podem criar e preparar grupos maiores para fazer frente a qualquer tipo de ocorrência. É neste ponto que o conhecimento, a experiência e a versatilidade se convertem nos fatores primordiais de um trabalho ordenado e efetivo.

O treinamento é primordial para que os membros tomem as decisões certas

O objetivo principal de qualquer organização de emergência numa planta é responder de imediato às emergências, parareduzir ao mínimo as lesões às pessoas e danos à propriedadeaté a chegada da ajuda externa.

Além disso, é necessário saber manter a calma e a precisão em qualquer situação de emergência, são estes os dois fatores mais importantes para reduzir as perdas.

O treinamento é outro aspecto importante de uma brigada de emergência sólida e efetiva, com cuidados que vão desde os programas iniciais até às atualizações periódicas de suas técnicas. Os principais são:

1 – Executar exercícios de proteção contra incêndio duas vezes por ano com duração de duas horas por seção.

As manobras reais são executadas com a participação de todos os integrantes da brigada de emergência, sob a orientação de um bombeiro e em área designada especificamente para este propósito.

2 – Organizar seminários sobre combate a incêndio e catástrofes com a participação de especialistas.

O treinamento deve considerar os riscos de incêndio em galerias, depósitos de gás etc., visando informar a todos sobre situações de risco e debater sobre novas técnicas.

3 – Todos os membros devem receber um treinamento completo em procedimentos de primeiros socorros para os trabalhadores lesionados ou enfermos.

A empresa deve efetuar este treinamento pelo menos duas vezes por ano.

4 Caso o Corpo de Bombeiros Militar promova algum debate ou seminário aberto sobre combate a incêndios, enviar alguns membros de sua organização.

Assim eles ficarão atualizados sobre novos métodos e técnicas disponíveis.

5 – Para que os demais integrantes da brigada se familiarizem com suas atividades, o responsável pelo grupo de combate a incêndios deve promover encontros com a segurança do trabalho e outros departamentos da empresa.
Essas atitudes aumentam o interesse e as habilidades do grupo.

Além disso, a incorporação do serviço de uma ambulância e o auxílio de médicos e enfermeiros é muito importante. Também é fundamental uma boa comunicação via rádio entre a brigada e os demais setores da empresa nos momentos de emergência.

Conclusão

Para garantir a segurança do trabalho na sua empresa, é fundamental criar uma brigada de emergência bem selecionada e treinada. Esperamos que as informações nesse artigo tenham te ajudado nessa tarefa.

Conheça também 9 fatores para um treinamento de segurança bem-feito

Qual a Diferença entre os Refletores Industriais Raclite

Especialistas em equipamentos de iluminação portátil para indústrias, na Raclite possuímos 4 categorias principais de produtos: lanternas de mão, de cabeça, refletores e sistemas de iluminação.

Os refletores em especial são uma das opções mais versáteis, pois são muito mais potentes que as lanternas comuns, mas são equipamentos compactos e fáceis de transportar.

Na Raclite, temos três modelos de refletor industrial disponíveis. Para te ajudar a escolher o mais adequado para suas necessidades, preparamos este post comparando suas principais características. Confira:

 

Potência

O primeiro ponto que os clientes costumam olhar ao comprar um equipamento de iluminação é a potência. Nossos três refletores tem potências bem distintas, o que acaba facilitando a escolha.

O mais poderoso é o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro, com 6000 lumens em seu modo alto, 3500 no médio e 1750 no baixo. Além disso, conta com um modo de luz intermitente, também de 6000 lumens.

Já o Raclite Hydra 1500 chega a 1500 lumens no modo mais alto, 660 no médio e 320 no baixo. Por fim, temos o Raclite Nightstick 5592 com 1000 lumens no modo alto e 500 no baixo, e o único antiexplosão, podendo ser usado em áreas classificadas.

Veredito: Se você precisa de um refletor da mais alta potência, o Galaxy Pro é a melhor opção – principalmente para iluminar áreas maiores. Já o Hydra 1500 por ser compacto é de excelente uso pessoal, um verdadeiro coringa para todas as situações e o Nighstick 5592 é mais usado nas áreas classificadas.

Autonomia

Outra característica muito importante ao escolher seu equipamento é a duração da bateria. Afinal, uma autonomia muito baixa pode acabar prejudicando o trabalho, que terá que ser interrompido para recarregar o produto.

Existem, é claro, as opções com cabos, mas essas acabam sendo um incômodo ainda maior. Isso porque, possuem a probabilidade de acidentes, os cabos dificultam o transporte dos equipamentos, além de dependerem de tomadas próximas e cabeamento elétrico para serem usados deixando o usuário sem a dependência da equipe de elétrica.

Por isso, todos os nossos equipamentos de iluminação são a bateria. O Galaxy Pro, em modo alto, chega a 2h30 horas de autonomia. Já no modo médio são 4h e no baixo são 8h, enquanto o intermitente alcança 60h de duração.

O Nighstick 5592, por sua vez, tem 6 horas de autonomia no modo alto e 17 horas no modo baixo. Por fim, o Hydra 1500 chega a 5 horas no modo alto, 9 horas no médio e até 22 horas no baixo.

Veredito: De modo geral, a maior autonomia para iluminação contínua é a do Hydra 1500 em seu modo baixo. Ainda assim, todos os três modelos possuem bateria o suficiente para durar todo expediente de trabalho, na maior parte dos casos.

Peso

Característica importante principalmente para o transporte manual, o peso também deve ser levado em conta na escolha do equipamento.

Dos três refletores, o mais pesado é o Nightstick 5592, com 1,928kg. Já o Galaxy Pro pesa 1,52kg, enquanto o Hydra 1500, mais leve, fica em 600g.

Veredito: Se você precisa mudar o refletor de lugar com frequência ou ficar com ele nas mãos durante o trabalho, aposte no modelo mais leve – Hydra 1500. Já se ele for ficar em um local fixo, o peso não deve influenciar tanto.

Antiexplosão

Para trabalhos em áreas classificadas, é fundamental utilizar equipamentos antiexplosão EX. Isso porque os produtos comuns podem gerar faíscas que, nesse tipo de ambiente, causam explosões.

Entre nossos refletores, o Nightstick 5592 é o modelo EX antiexplosão, certificado para zonas 0, 1 e 2.

Veredito: Se você trabalha em locais com algum risco de explosão, então o Nightstick 5592 é o refletor para você. Mas, caso suas atividades não exijam esse tipo de equipamento, o Galaxy Pro e o Hydra 1500 são ótimas opções também.

Recursos Extras

Outro ponto diferencial na escolha de qualquer produto são os recursos extras. Em relação a nossos refletores, todos os três contam com cabeças inclináveis e bases magnéticas para se fixarem em superfícies metálicas. Essas são duas funções que facilitam bastante o trabalho.

Já o Nightstick 5592, além de ser o único EX, também é o único com certificado IP67, sendo resistente à água e à poeira.

O Hydra 1500, por sua vez, é nosso refletor com mais funções extras. A primeira delas é a luz vermelha, nos modos contínuo e pisca-pisca, servindo como sinalização em situações de emergência. Assim como o Nightstick 5592, o Hydra 1500 também possui alça acoplável para que possa ser pendurado. Porém, graças a seu corpo menor, ele pode ser usado junto ao uniforme.

Além disso, o Hydra 1500 possui portas de entrada e saída USB. Dessa forma, ele pode tanto ser recarregado usando cabos “comuns”, quanto ser utilizado como powerbank para recarregar outros dispositivos como celulares.

Veredito: Caso você precise de um refletor coringa para trabalhos o Hydra 1500 é o mais indicado.

Conclusão

Após decidir investir em um refletor, é necessário escolher qual modelo comprar. Agora que você já conhece mais detalhes sobre cada um dos três refletores Raclite, esperamos que essa escolha esteja mais fácil.

Se você trabalha em áreas classificadas, que exigem equipamentos certificados, a decisão é clara: o Raclite Nightstick 5592 é o produto para você.

Mas caso um equipamento antiexplosão EX não seja necessário, você pode escolher entre o Raclite Nightsearcher Galaxy Pro e o Raclite Hydra 1500. A principal diferença entre eles é o tamanho e potência, sendo a decisão de acordo com suas necessidades.

Como escolher sua Lanterna de Cabeça Profissional Raclite

Especialistas em equipamentos de iluminação portátil para indústrias, na Raclite possuímos 4 categorias principais de produtos: lanternas de mão, de cabeça, refletores e sistemas de iluminação.

As lanternas de cabeça são um dos modelos mais populares de iluminação na Indústria, já que acompanham o trabalhador, mas deixam suas mãos livres para as atividades.

Na Raclite, temos quatro modelos de lanterna de cabeça profissionais disponíveis. Para te ajudar a escolher o mais adequado para suas necessidades, preparamos este post comparando suas principais características. Confira:

Como escolher a potência da sua lanterna de cabeça profissional Raclite?

A característica mais importante em uma lanterna para muitos usuários é a potência. Cada uma de nossas lanternas de cabeça tem potências muito distintas, sendo mais fácil decidir por esse critério.

A mais potente é a Raclite Dunamis 232, nosso modelo mais indicado para mineração, com 232 lumens. Temos também a Raclite EXHT180, com 216 lumens no modo alto e 100 no baixo.

Já a Raclite 160RS possui 160 lumens em modo alto e 48 em modo baixo, enquanto a Raclite EX88 conta com um único modo de 88 lumens.

Veredito: Se você precisa de uma lanterna de cabeça superpotente, a Dunamis 232 e a EXHT180 são as mais indicadas. Mas, para a maior parte dos trabalhos, a Raclite 160RS e mesmo a EX88 são mais que suficientes para dar conta do recado.

Como escolher a autonomia de lanterna de capacete profissional Raclite para sua empresa?

Outra informação muito importante na hora de escolher sua lanterna é a autonomia. Principalmente para o uso no trabalho, é muito importante que o equipamento dure o suficiente para o expediente.

Entre nossos modelos, o de maior autonomia é a Dunamis 232, com 16 horas no total.  Já a EX88 chega a durar 13h, enquanto a EXHT180 faz 5h8min em modo alto e 12h12min em baixo. A Raclite 160RS, por sua vez, fica em 30h no modo baixo e 4h no alto.

Veredito: Nossa lanterna de maior autonomia é a 160RS, em seu modo baixo. Mas, se levarmos em consideração apenas os modos mais altos, a bateria da Dunamis 232 dura mais tempo.

No entanto, todas as nossas lanternas de cabeça têm bateria mais que suficiente para durar todo expediente de trabalho.

Qual lanterna de cabeça profissional Raclite é EX/antiexplosão?

Para trabalhos em áreas classificadas e espaços confinadosé obrigatório o uso de equipamentos anti explosão. As lanternas comuns podem gerar faíscas que, nesse tipo de ambiente, causam explosões.

Assim, se sua indústria requer lanternas anti explosão, temos três modelos para atender suas necessidades: Dunamis 232, EX88 e EXHT180. Toda nossa linha de lanternas EX possuem certificado INMETRO para zonas 0, 1 e 2.

Veredito: Se precisar de um equipamento intrinsecamente seguro para seu trabalho, você tem três opções de lanternas de capacete Raclite para escolher. Mas se essa não for uma exigência na sua indústria, a 160RS é nosso modelo mais indicado.

Como escolher os recursos extras da sua lanterna de capacete profissional Raclite?

Além dos recursos básicos, outro critério importante ao decidir entre diferentes equipamentos são os recursos extras. No caso de nossas lanternas de cabeça, elas contam com alguns diferenciais para te ajudar na escolha da que mais te atende.

Com exceção da Dunamis, todas possuem cinto de interior emborrachado para serem usadas direto na cabeça ou em qualquer capacete.

Já a Dunamis 232 conta com clipe de aço inoxidável para se fixar em capacetes de mineiro, tendo seu ângulo ajustável. Além disso, é a única com painel de OLED indicando a data e autonomia da bateria, sendo também nosso modelo mais resistente à água e poeira (IP68). Também é a única antiexplosão à bateria, sendo recarregada via USB.

A Raclite EX88, por sua vez, possui interruptor rotativo, enquanto a Raclite EXHT180 é ligada/desligada por um botão. Ambas possuem cabeça ajustável em 90° e proteção IP67.

Por fim, a Raclite 160RS tem como grande diferencial seu sensor de acionamento, podendo ser ligada e desligada com um movimento das mãos. Essa função é ideal para o trabalho com luvas ou quando as mãos estão ocupadas com outras ferramentas.

Além disso, sua cabeça é ajustável em 45° e sua bateria recarregável. Também é a única com modo de luz vermelha, ideal para sinalizações de emergência, tendo ainda o modo pisca-pisca (esse último também disponível na Dunamis 232).

Veredito: O maior diferencial entre nossas lanternas de cabeça é o sensor de movimento da 160RS. Além disso, seus modos de emergência também são bastante úteis na indústria.

Mas, se você precisa de uma lanterna EX para capacete, as diferenças entre cada modelo estão mais na potência e autonomia. Ainda assim, a diferença nos botões, resistência e modo de alimentação devem ser levadas em conta na hora de escolher seu modelo.

Conclusão

Após decidir investir em uma lanterna de capacete profissional, é necessário escolher qual modelo comprar. Agora que você já conhece mais detalhes sobre cada uma das três lanternas de cabeça Raclite, esperamos que essa escolha esteja mais fácil.

Se você trabalha em áreas classificadas, que exigem equipamentos anti explosão EX, você pode optar entre a EX88, a EXHT180 ou mesmo a Dunamis 232. A principal diferença entre elas é a potência, ficando de acordo com suas necessidades.

Mas caso um equipamento anti explosão não seja necessário, a Raclite 160RS é o modelo ideal para você.

O calor excessivo no ambiente de trabalho

Muitos trabalhadores passam parte de sua jornada diária perto de fontes de calor. As pessoas que trabalham em fundições, siderúrgicas e padarias, por exemplo, frequentemente enfrentam condições de calor perigosas para a sua segurança e saúde.

A Exposição ao Calor Produz Reações no Organismo


Os fatores ambientais que afetam a saúde do trabalhador quando exposto ao calor excessivo no trabalho são: temperatura, umidade, calor radiante (como o que vem do sol ou de um forno) e a velocidade do ar.

Já as características pessoais são talvez o fator de mais peso durante a exposição ao calor. Podemos considerar as seguintes: idade, peso, estado físico, condições orgânicas e aclimatação ao calor.

O corpo reage às altas temperaturas externas aumentando a circulação sanguínea na pele, fazendo subir a temperatura nessa área. Assim, ele perde o excesso de calor através da pele.

A transpiração é outro meio que o organismo utiliza para manter a temperatura interna estável no calor. O suor, no entanto, não pode ser excessivo. Apenas o necessário para sua evaporação e para que as quantidades de líquido e sais perdidos sejam repostas adequadamente.

Há, entretanto, várias estratégias que um trabalhador pode adotar para reduzir os riscos da exposição ao calor, como por exemplo: circular de vez em quando por local mais fresco; reduzir seu ritmo/carga de trabalho; afrouxar parte de suas roupas ou, até mesmo, se livrar das roupas mais espessas.

Porém, quando o corpo não consegue eliminar o excesso de calor, este fica “armazenado”. Nestas circunstâncias a temperatura do corpo aumenta.

Na medida em que o corpo retém o calor, a pessoa começa a perder a sua capacidade de concentração e, como consequência, torna-se vulnerável a acidentes. Irrita-se com facilidade e, frequentemente, perde o desejo de ingerir líquidos.

Geralmente seguem-se os desmaios e até o falecimento caso a pessoa não seja retirada a tempo das proximidades da fonte de calor.

Transtornos Causados pelo Calor

Insolação

Este é um dos problemas de saúde mais sérios que o trabalhador enfrenta. Surge devido a falta de mecanismos do corpo para regular sua temperatura interior. A transpiração cessa e o corpo já não consegue se livrar do calor excessivo. Os sinais são:

  • Confusão mental
  • Delírio
  • Perda da consciência
  • Convulsão
  • Coma

A insolação pode matar, a menos que a pessoa receba tratamento adequado a tempo. Enquanto a ajuda médica não chega, a vítima deve ser transportada para uma área bem ventilada, ser hidratada e ter suas roupas molhadas.

Pode até mesmo ser colocada diante de um ventilador para apressar a queda da temperatura. Além disso, as medidas de primeiros socorros podem ser tomadas para prevenção contra lesões permanentes no cérebro e em outros órgãos vitais.

Esgotamento

Resulta da perda de líquido por meio da transpiração e quando o trabalhador se descuida de sua hidratação.

Ao sofrer esgotamento pela sua exposição ao calor, o trabalhador é dominado pela debilidade, fadiga extrema, náusea, dor de cabeça e desfalecimento. A pele fica pálida, fria, pegajosa e úmida.

No entanto, o tratamento é simples: deve ser tomada uma solução líquida para repor os teores de potássio, cálcio e magnésio perdidos – aquela que os atletas ingerem para recuperar suas energias.

Contudo, nos casos mais graves em que a vítima tenha vomitado ou perdido a consciência, é ideal que ela receba os devidos cuidados médicos.

Câimbra

Mesmo ingerindo grandes quantidades de líquido, se o trabalhador não repor os sais perdidos do organismo ele pode sofrer terríveis dores musculares. Geralmente, os músculos mais sujeitos à câimbra são os mais exigidos durante a jornada de trabalho.

As dores podem surgir durante ou depois das horas de trabalho, mas aliviam-se com a ingestão de líquidos por via oral ou de soluções ricas em sais, ministradas na veia para alívio mais rápido da dor, se o médico assim determinar.

Desmaio

Geralmente ocorre com o trabalhador que tem dificuldade de aclimatação em ambientes muito quentes, principalmente durante atividades que exigem pouca mobilidade.

Na maioria dos casos, as vítimas se recuperam rapidamente após o repouso em lugar ventilado. Além disso, se movimentar de um lado para outro, ao invés de ficar parado, reduz o risco de desmaio.

Urticária

Ocorre principalmente nas partes do corpo em que o suor não pode ser eliminado facilmente da superfície da pele através da evaporação.

Se ela perdura ou se complica por meio de infecção, piora ao ponto de inibir o sono e prejudicar o desempenho do trabalhador. Em alguns casos, ocasiona até o seu afastamento temporário.

Pode ser prevenida com a permanência do trabalhador em locais ventilados durante os períodos de repouso.

Prevenção

A maioria dos problemas de saúde relacionados com o calor podem ser prevenidos. As seguintes precauções diminuem bastante os riscos gerados pelo calor:

1. A instalação de mecanismos técnicos de controle

Entre os quais um plano de ventilação do ambiente como um todo e medidas para um resfriamento localizado sobre as fontes de calor, incluindo sistemas de exaustão.

Além disso, o resfriamento por evaporação, a refrigeração mecânica e a instalação de painéis de isolamento das fontes do calor radiante são medidas bastante positivas.

Por fim, a adoção de roupas de proteção para o trabalhador, o uso de ventiladores, e a modificação/automação dos equipamentos para redução do trabalho manual são outras formas de reduzir o calor.

2. Certas práticas de trabalho, como por exemplo a ingestão de água em abundância

Até um quarto de litro por hora por trabalhador, em seu ambiente de trabalho, ajuda a reduzir os riscos causados pelo calor.

É fundamental que os trabalhadores recebam treinamento em primeiros socorros para aprenderem a reconhecer e enfrentar os primeiros sinais orgânicos de reação ao calor.

Os empregadores devem considerar também a condição física de cada funcionário que trabalhará em área de calor.

Os trabalhadores de mais idade, os obesos e os que estejam em período de tratamento com medicamentos correm mais riscos.

3. Os períodos de trabalho e descanso

Podem ser alternados com períodos de descanso prolongados e em ambientes bem ventilados. Na medida do possível, deve-se planejar para que os trabalhos mais pesados sejam feitos nas horas mais frescas do dia.

Já os supervisores devem receber treinamento para detectar com antecedência qualquer indisposição e permitir que o trabalhador interrompa sua tarefa antes que sua situação se agrave.

4. A aclimatação ao calor

Por meio de curtos períodos de exposição para, em seguida, o trabalhador ser submetido a exposições mais longas. Os empregados recém-admitidos e os que retornam após período de férias também devem passar por um período de adaptação de cinco dias.

5. Os trabalhadores devem estar suficientemente instruídos

Quanto à necessidade da ingestão de líquidos e sais perdidos na transpiração. Devem conhecer os sintomas de desidratação, esgotamento, desmaio, câimbras e insolação.

Devem ainda ser conscientizados da importância do controle diário de seu peso como forma de detectar a hidratação.

Conclusão

O trabalho próximo a fontes de calor pode ser bastante prejudicial para a saúde e segurança dos funcionários. Por isso é essencial estar bem informado sobre seus riscos e métodos de prevenção. Esperamos que esse post tenha te ajudado nesse sentido.

Além dos riscos de saúde, as altas temperaturas também geram riscos de explosões no ambiente de trabalho. Nesses casos, os equipamentos elétricos (como lanternas) devem ser antiexplosão.

Saiba mais sobre as lanternas antiexplosão e onde devem ser utilizadas

Os 10 principais mitos sobre riscos de explosão

Os riscos de explosão são uma realidade preocupante em grande parte das indústrias. Todos conhecem algum caso ou notícia de explosão, especialmente em setores como o agronegócio, petroquímico e sucroalcooleiro, por exemplo.

No entanto, apesar da prevenção contra explosões ser muito importante, ainda existem muitas informações erradas sobre o assunto. Por isso, fizemos este post para esclarecer alguns dos principais mitos sobre os riscos de explosão. Confira:

 

Mito #1: Só usar equipamentos EX é suficiente para evitar acidentes em locais com risco de explosão

Realidade: O uso de equipamentos adequados (com a proteção necessária para o tipo de área classificada) é importantíssimo, mas não é suficiente para evitar completamente uma possível explosão. Isso porque elas ainda podem ocorrer por outras fontes de ignição, como o calor. 

Além disso, o equipamento utilizado pode não ter a proteção adequada para os ricos do local, ou pode até estar danificado. Por isso, é muito importante se atentar a todos os detalhes durante a compra e realizar inspeções frequentes.

 

Mito #2: Uma grande quantidade de poeira é necessária para gerar uma explosão

Realidade: Mesmo uma camada de menos de 1mm de poeira é capaz de gerar uma explosão. Esse mito foi desmentido com um experimento conduzido por Tamanini4, onde uma explosão conseguiu se propagar em uma galeria ventilada com apenas uma camada de 0.25mm de amido de milho no chão.

 

Mito #3: Uma explosão fica mais fraca conforme se propaga

Realidade: Experimentos como o de Bjerketvedt et al.2 e Lunn et al.3 já mostraram que, na verdade, a explosão fica mais forte conforme se propaga. Isso se deve principalmente à aceleração e ao aumento da pressão das chamas, conforme chegam ao invólucro secundário da explosão.

 

Mito #4: Explosões de poeira só ocorrem em minas de carvão e transportes de grãos

Realidade: Explosões de poeira podem ocorrer nos mais diversos setores, devido à poeira de materiais como papéis, alimentos, metais, borrachas, farmacêuticos, plásticos e tecidos, além de carvão e grãos. 

 

Mito #5: Explosões de gás são piores que de poeira

Realidade: Ambas apresentam imensos riscos de segurança, podendo causar danos fatais aos envolvidos e destruir o local de trabalho. O potencial destrutivo de uma explosão não depende dela ser de gás ou de poeira, mas sim das condições do local onde ocorre e do tipo de material (gás/poeira) causador.

 

Mito #6: Só nuvens de poeira tem risco de explosão

Realidade: As camadas de poeira depositadas no chão, sem estar em forma de nuvem, também podem entrar em combustão por auto aquecimento ou pela presença de uma fonte de calor.

 

Mito #7: Remover o oxigênio torna o ambiente seguro

Realidade: É uma medida possível para impedir explosões, já que a combustão depende da presença de oxigênio no ar. No entanto, não torna o ambiente seguro já que pode apresentar outros riscos, como o de asfixia. 

 

Mito #8: Não existe risco de explosão se não há poeira visível

Realidade: As explosões de poeira geralmente se iniciam dentro de unidades de processamento, locais sem presença humana, sendo um risco “invísivel”. No entanto, também é importante se atentar aos riscos da poeira visível, como as camadas depositadas no chão. 

 

Mito #9: Ventilação é a melhor/única solução para o risco de explosão

Realidade: A prevenção efetiva de explosões depende de três fatores, na seguinte ordem de importância:

  1. Projeto de segurança inerente técnica de projeto de planta e processos que evita ao máximo riscos de acidentes;
  2. Segurança projetada medidas de segurança na arquitetura da planta, podendo ser passivas ou ativas;
  3. Segurança procedural atitudes e normas para um trabalho seguro, como o uso de equipamentos adequados. 

A ventilação adequada é apenas um desses passos, se encaixando na segurança projetada.

 

Mito #10: A explosão só ocorre em espaços confinados

Realidade: Não é necessário um confinamento completo para que ocorra uma explosão. Um confinamento parcial, como por falhas de projeto ou estruturas temporárias instaladas no local, também pode causar explosões.

 

Conclusão

Um acidente com explosões é sempre um fenômeno muito triste e com impactos bastante negativos. Mesmo que, por sorte, nenhuma pessoa seja afetada, ainda tem os danos materiais que costumam ser imensos.

Por isso, é de extrema importância conhecer bem os riscos de explosão. Esperamos que esse artigo tenha te ajudado a desmistificar alguns mitos que você talvez acreditasse e estavam prejudicando a sua segurança.

Confira também nossas respostas para as dúvidas mais frequentes sobre lanternas antiexplosão.

 

Fontes

  1. Amyotte, P. R. Some myths and realities about dust explosions. Process Safety and Environmental Protection, 92(4), 292–299. 2014
  2. Bjerketvedt, D., Bakke, J.R., van Wingerden, K., Gas Explosion Handbook, Journal of Hazardous Materials, Volume 52, Issue 1, 1-150, 1997
  3. Lunn, G.A., Holbrow, P., Andrews, S., Gummer, J. Dust Explosions in Totally Enclosed Interconnected Vessel Systems, Journal of Loss Prevention in the Process Industries, Volume 9, Issue 1, 45-58, 1996
  4. Tamanini, F. Dust Explosion Propagation in Simulated Grain Conveyor Galleries, Technical Report FMRC J.I. OFIR2.RK. National Grain and Feed Association, Washington, D.C., 1983
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