Iluminação para espaços confinados: tudo que você precisa saber

Espaços confinados podem ser bastante perigosos. Apesar de não serem projetados para ocupação humana, muitas vezes a entrada nesses locais acaba sendo necessária. Atividades como limpeza, inspeção e manutenção exigem a presença de trabalhadores.

Por isso, é preciso tomar as medidas de segurança necessárias para o trabalho em espaços confinados. Além de procedimentos como criação da PET e uso de EPIs adequados, a iluminação também é uma medida essencial para a segurança nesses locais.

 

Por que iluminar espaços confinados?

iluminação para espaços confinados

Uma iluminação adequada é essencial para a segurança, bem-estar e produtividade do trabalhador. Um ambiente mal iluminado, por exemplo, dificulta que o funcionário veja sinalizações, potenciais riscos e até mesmo os próprios equipamentos de trabalho.

No caso de espaços confinados, ela se torna ainda mais necessária. Isso porque os riscos de acidente nesses locais são ainda maiores. Além disso, a entrada de luz natural é bastante restrita, tornando-os ambientes muito escuro.

 

Qual a iluminação adequada para espaços confinados?

É importante notar que os espaços confinados apresentam um alto potencial de risco atmosférico. Isso se deve à possibilidade de sua atmosfera conter substâncias combustíveis ou inflamáveis. Assim, basta uma fonte de ignição para se iniciar uma explosão.

Por isso, os equipamentos de iluminação para esses espaços devem ser intrinsecamente seguros, chamados popularmente de “antiexplosão”.

 

Características dos equipamentos intrinsecamente seguros

A diferença desse tipo de equipamento para lanternas comuns é o fato de não gerar faíscas em nenhuma circunstância. Essa característica é muito importante pois, em atmosferas explosivas, faíscas agem como fontes de ignição, iniciando uma explosão.

Assim, alguns diferenciais desses equipamentos são o botão de liga/desliga (que em aparelhos comuns pode gerar faíscas), corpo resistente (para evitar faíscas em caso de quedas) e válvula de alívio de gás hidrogênio.

Além disso, é importante se atentar aos certificados e marcações do produto. Produtos antiexplosão devem ter a marcação “Ex”, além da “ia” – que indica segurança intrínseca. O certificado Inmetro também deve ser observado para produtos brasileiros.

É importante notar, também, o tipo de zona para uso do produto. Áreas com risco de explosão, no geral, dividem-se em zonas 0, 1 e 2, de acordo com o potencial de acidente. Para espaços confinados, indica-se sempre o uso de equipamentos para zona 0 (mais perigosa).

 

Tipos de equipamento de iluminação intrinsecamente seguro

São diversos modelos disponíveis de iluminação antiexplosão. Em geral, eles variam de acordo com o tamanho e potência, cabendo ao cliente decidir o melhor para sua aplicação.

Na Raclite, trabalhamos com três categorias de iluminação antiexplosão: lanternas de mão, lanternas de cabeça e sistemas de iluminação.

As lanternas de mão são nossa categoria mais popular, fornecendo alta potência e portabilidade. Já as de cabeça são ideais para quem precisa das mãos livres para trabalhar. Os sistemas de iluminação, por fim, são mais adequados para iluminar áreas maiores.

 

Conclusão

A iluminação é uma medida de segurança importante para qualquer trabalho. No caso de atividades em espaços confinados, ela é ainda mais necessária, mas exige equipamentos específicos.

A Raclite é especialista em iluminação intrinsecamente segura para esses espaços, sendo referência no mercado nacional.

 

Conheça também os principais erros na compra de lanternas antiexplosão

Fontes

NR33 – Norma Regulamentadora para Espaços Confinados – Ministério de Trabalho e Emprego
ABNT  NBR  IEC  60079-25 – Atmosferas  explosivas – Parte 25: Sistemas elétricos intrinsecamente seguros
ABNT NBR IEC 60079-0 Atmosferas explosivas – Parte 0: Equipamentos – Requisitos gerais
NETO, Lucio Rodrigues; SOARES, L. F. Instalações Elétricas em Áreas Classificadas Elaboração da Lista de Verificação para Laboratórios em Áreas Classificadas. 2010.